ESTRUTURA OPERACIONAL DO SALVAMAR PAULISTA

O Sistema Operacional do serviço de Guarda-Vidas desenvolvido pelo  17º GRUPAMENTO DE BOMBEIROS tem como célula o "Setor de Trabalho".


Setor ou Setor de Trabalho é a extensão de faixa de areia de praia à qual um Guarda-Vidas proporciona segurança com eficiência.

Guarda-Vidas efetuando prevenção em seu Setor de Trabalho

Mapear os riscos morfodinâmicos do seu Setor de Trabalho diariamente é rotina para os bons Guarda-Vidas. Numa só olhada, o Guarda-Vidas experiente consegue ler os riscos de sua praia, como buracos, valas, correntes laterais e, principalmente, as correntes de retorno, afinal, "o mar é como a gente: sempre o mesmo, mas a cada dia diferente."

A área operacional do 17º GB compreende todo o Litoral Paulista, desde a divisa de São Paulo com o Estado do Rio de Janeiro, ao norte, até a divisa com o Estado do Paraná, ao sul. A extensão total é de cerca de 650 Km, sendo 350 Km de praias frequentáveis em 15 municípios. Estes 350 Km foram divididos em Setores.

A Unidade é estruturada operacionalmente em três subgrupamentos terrestres e um subgrupamento náutico, denominados
" SGB " (Sub Grupamentos de Bombeiros):

 

1º SGB -  é responsável pelo serviço de Guarda-Vidas no Litoral Centro, onde estão os municípios de Santos, Guarujá, São Vicente e Bertioga.


2º SGB -  responde pelos municípios que compreendem o Litoral Sul: Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia.


3º SGB - atua nos municípios de São Sebastião, Ilha Bela, Caraguatatuba e Ubatuba, que compreendem o Litoral Norte do estado.


4º SGB -  é responsável pela adminstração, manutenção e emprego operacional das embarcações pequenas e médias em apoio ao serviço de Guarda-Vidas, e na segurança dos portos e em missões de busca e salvamento de afogados, náufragos e embarcações em situação de risco.


Atuação conjunta 17º Grupamento de Bombeiros e Grupamento de Rádio Patrulha Aérea - Resgate de Vítima de Afogamento Durante o período de outubro a março o 17º GB desenvolve, em conjunto com a PM (de dezembro a fevereiro) a Operação Verão, época em que os afastamentos de pessoal (férias e licenças) são diminuídos (outubro, novembro e março) ou proibidos (dezembro a fevereiro).
Nessa época, e em grandes feriados o 17º GB recebe o apoio de três helicópteros do Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) que atuam em cada sub grupamento terrestre aumentando a eficiência e cobertura das atividades preventivas.

O "Modus-operandi" é baseado na prevenção. Uma das modalidades de prevenção são as Campanhas Educativas, através das quais se busca a orientação aos banhistas dos comportamentos seguros nas praias e da advertência aos riscos que ele vai encontrar. É a prevenção passiva.


A outra modalidade é a prevenção ativa realizada pelos Guarda-Vidas nas praias através da orientação direta aos banhistas dos riscos de cada trecho de praia. Consiste principalmente na sinalização dos locais perigosos com placas de advertência e na advertência direta aos banhistas, através de conversa, gestos ou sinais de apito.


Scanear comportamento de risco ou vítimas em potencial é especialidade do bom Guarda-Vidas.

Empregar botes infláveis motorizados, motos aquáticas, jet boats e lanchas tem surtido um bom efeito na prevenção.


Centro de Operações do 17º GB - COp Salvamar Um Sistema de Comunicação em VHF com 10 estações repetidoras, rádios fixos, rádios móveis e portáteis garantem a interligação do Guarda-Vidas com o Centro de Operações e com os outros Guarda-Vidas e equipamentos de apoio. Um simples chamado de emergência já aciona os Guarda-Vidas vizinhos e o equipamento mais próximo para um eventual apoio ou resgate (salvamento).

O nível de eficiência do sistema é medido pelo número de mortes por afogamento.  Para esta aferição é pesquisado o banco de dados operacionais da Unidade e os IML de cada município atendido, fazendo-se minucioso levantamento e cruzamento de dados. Considera-se morte por afogamento para essa aferição, aquela em que o cadáver tinha sinais evidentes de afogamento constatados por médicos, devendo o afogamento ter ocorrido enquanto banhava-se no mar e tendo sido a causa-mortis imediata. Ataques cadíacos com posterior afogamento, e corpos encontrados no mar com vestimenta completa, por exemplo, não são considerados afogados para esta aferição, assim como cadáveres com marca de tiros ou fraturas de crâneo, que indicam crimes e quedas de costeiras, respectivamente.