Erros mais frequentemente encontrados nas vistorias.
Nas vistorias, as instalações são confrontadas com o Projeto ou mais recentemente Proposta de Proteção contra Incêndios e as diferenças são analisadas com vistas a manutenção das condições de segurança previstas pelas Normas Técnicas Oficiais. Havendo deficiências elas são anotadas e um relatório é fornecido ao interessado para que analise e proponha uma solução técnica.
- sinalização:
- falta de indicação da chave de proteção da bomba de incêndio no Quadro Geral de Energia;
- quando houver prateleiras, armários que impeçam a visualização dos extintores, hidrantes e demais equipamentos, a sinalização deve ser elevada acima de tais obstáculos de forma a poder indicar a localização à distância;
- falta de sinalização de solo em depósitos ou locais de fácil obstrução dos equipamentos;
- quando os equipamentos ficarem atrás de pilares, cantos de parede, escadas e demais situações que fiquem escondidos, a sinalização deve apontar nestes locais a direção onde estão aqueles equipamentos;
- falta de indicação da porta de saída e da rota a ser tomada, principalmente em locais de reunião de pessoas, tratando-se de sinalização comum ou integrante do sistema de luz de emergência;
- falta de indicação "SAÍDA DE EMERGÊNCIA" ou "ESCADA DE SEGURANÇA" nas portas corta-fogo, na face voltada para os halls;
- falta de indicação do número do andar nas escadas.
- hidrantes:
- mangueiras acondicionadas em espiral, quando deveriam estar "aduchadas" isto é com as duas extremidades voltadas para fora, a fim de facilitar o desdobramento e uso rápido;
- falta de esguicho ou chave de mangueira nos armários para hidrantes;
- registro fechado na tubulação principal de alimentação;
- instalações em PVC internas às edificações ou executadas sem correto ancoramento e solda apropriada nas junções, diminuindo a resistência do sistema.
- luz de emergência:
- alguns pontos de luz ou todo o sistema desativado;
- falta, parcial ou total, de solução nas baterias;
- pontos de luz com luminosidade insuficiente para o local, decorrente de potência da central, fiação ou lâmpadas sub dimensionadas;
- não cumprimento do projeto no tocante à instalação de todos os pontos que foram previstos no projeto aprovado;
- instalação ou alteração de divisórias sem revisão do projeto;
- substituição do fusível por pedaços de metal, papel laminado de cigarro e similares.
- alarme:
- instalação do painel central em local sem permanência constante de pessoas;
- vidros quebrados nos pontos de acionamento manual;
- falta de indicação das providências a serem tomadas para acionamento do mesmo;
- fiação aparente e passando por locais sujeitos a avarias decorrentes de incêndios.
- substituição do fusível por pedaços de metal, papel laminado de cigarro e similares.
- escada de segurança:
- portas corta-fogo instaladas acima de 1 cm da soleira da porta permitindo que volume maior de fumaça a atravesse;
- portas corta-fogo mantidas abertas por calços, vasos ou tijolos;
- portas corta-fogo que não fecham automaticamente com a passagem das pessoas;
- portas corta-fogo instaladas sem espaço correspondente a uma largura antes e depois no seu acesso ou saída, fazendo com que as pessoas tenham que pegar na maçaneta estando em degrau acima ou abaixo da mesma;
- portas corfa-fogo sem placa de marca de conformidade;
- venezianas de ventilação com elementos que não garantem a área mínima de ventilação de 0,84 m2;
- instalação de fiação de antenas, prumadas elétricas e até tubulação de gás combustível já foi encontrada;
- obstrução por vasos, sacos de lixo, materiais de construção, móveis etc;
- fixação de corrimãos por buchas nas paredes que não garante um mínimo de resistência ao arrancamento;
- escada de segurança que não termina no térreo (descarga) mas continua até o subsolo - obrigatoriamente ela deve terminar no pavimento do acesso à edificação de forma que a população não desça, em casos de pânico,
até o subsolo.
- extintores portáteis e sobre-rodas:
- falta de inspeção ou manutenção;
- selo de aparelho novo em equipamento usado;
- agente extintor "empedrado" nos aparelhos de pó químico seco;
- medidor de pressão acusando aparelho fora de uso;
- aparelho obstruído por móveis, lixo, vasos; atrás de portas;
- tipo de agente extintor não adequado ao material das proximidades (tipo pó químico seco para papéis, quando deveria ser de água; água ou espuma próximo a materiais energizados, quando deveria ser de gás carbônico e outras mais);
- brigada de incêndio:
- quando declarado no projeto que haverá pessoal treinado e solicitados os nomes antes da vistoria, no local as pessoas cujos nomes foram dados nem sabiam que foram indicadas para tal função;
- a Norma Brasileira para Brigada de Incêndio está em fase de elaboração, mas nem mesmo conhecimentos básicos sobre tipos de extintores e sua adequação aos materias é observada;
- os funcionários treinados saem da empresa e não há transferência dos cargos.