DICAS DE SEGURANÇA
PARA SE DIVERTIR COM SEGURANÇA, SIGA AS DICAS DOS GUARDA-VIDAS.
 
Crianças perdem-se com facilidade. Mantenha-as sob o seu campo visual e procure identificá-las.

Mantenha-se afastado das costeiras e pedras: você pode escorregar ou ser derrubado pelas ondas.

Se você se sentir em perigo, não entre em pânico: tente boiar.

Se estiver sendo arrastado por uma corrente para o mar, procure nadar paralelo à praia.

Não abuse do álcool: ele o faz perder a noção do perigo.

As placas de advertência indicam locais perigosos no mar: AFASTE-SE.

Evite entrada brusca no mar após longa exposição ao sol: risco de choque térmico e desmaio.

Comer demais e entrar na água é arriscado: congestão á vista! Aguarde para voltar ao mar.

Se você não tem experiência no mar, não confie em bóias, objetos flutuantes, pranchinhas: eles transmitem uma falsa segurança.
 
   

PRENDA A RESPIRAÇÃO E LEIA O TEXTO A SEGUIR

Os últimos segundos de quem está se afogando
são mais
ou menos assim:
a surpresa de não conseguir
subir à tona
é substituída imediatamente pela realidade cruel
do que está ocorrendo e que não deseja acreditar.

 
Não, aquilo não está acontecendo com ele.
Alguém já virá salvá-lo
e juntos rirão daqueles momentos apavorantes.

Na próxima festa ele já terá assunto
para prender a atenção dos convidados.


Mas, naquele exato momento,
a única coisa que ele desejaria prender

e não está conseguindo é a respiração.
E o pior é a falta de oxigênio
que já não o está deixando raciocinar
com calma e lucidez,
porque o desespero trouxe um elemento novo
naquele momento aterrorizante:
a agonia de ter sugado água salgada  pelo nariz.


Não é só o gosto estranho mas também o desconforto
de ter engasgado com aquela água
que já não lhe permite nem mais lembrar
de mentalmente fazer uma oração.


As pessoas que ele mais amava
e que apareciam
e desapareciam
do seu pensamento,
também já são sombras.

Sua visão está escurecendo.


Nesse exato momento ele só pensa em salvar o fio de vida
que ainda lhe resta.

Mas está sem forças. 
Uma pergunta martela a sua mente:
- “ Por que eu fui abusar do mar? ”.


Está se entregando e só espera por um milagre.
Tenta gritar mas é inútil.
Ninguém pode ouvir sua voz engasgada com água salgada.
Relaxa,
sente a derrota.

Assume que vai morrer. 
Escuridão total.

Se você aguentou prender a respiração tanto tempo
e voltou a respirar, lembre-se de que no mar
você talvez não tenha tanta sorte.

(Escrito por um quase-afogado)

Veja também:
CAMPANHAS EDUCATIVAS