IGUAPE |
" Natureza e História " |
HISTÓRIA |
| A
História de Iguape muito se confunde com a história do
Brasil porque não existem dados suficientes para afirmar
quem fundou a Vila de Nossa Senhora
das Neves de Iguape. Segundo um detalhado levantamento realizado pelo historiador iguapense Roberto Fortes, citado em seu livro "Iguape... Nossa História" - lançado recentemente, fruto de uma pesquisa realizada durante 20 anos - o povoado teve início em Icapara onde originalmente nasceu Iguape, e o Bacharel Cosme Fernandes - um português desterrado que chegou ao local nos primeiros anos depois do descobrimento, e que, ainda, de acordo com citações em livros e documentos, teria vindo para o Brasil em 1502, na Armada de Américo Vespúcio foi o fundador do local, tendo sido auxiliado por índios das redondezas e por alguns desterrados. Os dados históricos garantem também a presença de espanhóis na região. Mas ao contrário do que se pensava anteriormente, não há registros oficiais de que os espanhóis tenham estado em Iguape no ano de 1498 e nem mesmo que o município tenha sido fundado pelos castelhanos e sim, após 1500, por portugueses desterrados. Mesmo assim, há dados que registram a presença do castelhano Ruy Garcia de Moschera, juntamente com um bando de fugitivos, possivelmente foragidos do Rio da Prata. Os castelhanos chegaram à Iguape e aliaram-se ao Bacharel e juntos ajudaram a manter o povoado, que constantemente era perseguido por naus piratas e corsárias. No início do século XVII, entre 1620 e 1625 a Vila de Iguape foi transferida para o local atual às margens do Mar Pequeno, sendo então levadas a igreja matriz, dedicada à padroeira Nossa Senhora das Neves, a Casa da Câmara, a Cadeia e a Casa de Fundição do Ouro, considerada a primeira do Brasil, localizada atualmente no prédio onde está o Museu Municipal. Nessa época intensifica-se a mineração do ouro na região, quando então, a Vila de Nossa Senhora das Neves conheceu o seu primeiro ciclo econômico, ocasião em que foram erguidos alguns dos principais casarões que modernamente ornamentam o núcleo urbano e alguns pontos afastados da cidade. Em fins do século XVII, no entanto, com a descoberta das Minas Gerais e com a decadência da mineração na região do Vale do Ribeira, muitos proprietários de lavras e também mineradores transferiram-se para lá. Somente em meados do século XVIII é que a Vila começa a se erguer economicamente, com o advento das atividades ligadas à construção naval, ocasião em que estabeleceram-se em Iguape muitos estaleiros, nos quais foram construídos inúmeros navios e barcaças, encomendados por importantes armadores de Santos e Rio de Janeiro. Entre o final do século XVIII e início do século XIX, a Vila de Iguape conheceu o seu ciclo econômico mais importante e faustoso: o ciclo do arroz. A elite agrária da Vila constituída por muitos fidalgos portugueses e também por agricultores da terra, todos proprietários de numerosa escravatura e donos de imponentes palacetes concentrou todo o seu capital na lavoura do arroz, cuja qualidade correu o mundo, assegurando à Iguape um lugar privilegiado na exportação desse produto, o que garantia aos abastados senhores, expressivos dividendos. A era do arroz destacou a Vila de Iguape como uma das mais importantes do Império: seu porto, um dos principais do país; sua sociedade, elitizada e fina, comparada à da Corte do Rio de Janeiro. No entanto, em agosto de 1827 foi iniciada a abertura do Canal do Valo Grande. Até essa época, todo o transporte de sacas de arroz era feito em canoas até o Porto do Ribeira e dali eram transportadas em carroças até o Porto de Iguape (Porto Grande). Para facilitar o transporte das sacas e também reduzir as despesas com fretes, decidiram abrir esse canal que só foi totalmente terminado por volta de 1852, quando então possibilitava acesso a uma canoa por vez. Com o tempo, a obra se revelou fatal para a economia iguapense, pois suas margens começaram a desbarrancar, devido à força das águas do Rio Ribeira que passaram a entrar pelo canal, e essa areia começou a ser depositada em frente ao Porto de Iguape, o que aos poucos, foi impedindo a entrada de navios. Depois de muitos anos de lutas, o Valo Grande foi finalmente fechado em 3 de dezembro de 1978, pelo então governador Paulo Egydio Martins, com a construção de uma barragem nas imediações do Porto do Ribeira, o que hoje também acarreta problemas sócioambientais, ligados à pesca e à agricultura. Com a abertura do Valo Grande, a economia de Iguape foi enfraquecendo, retomando sua força a partir da segunda metade deste século (XX), com maiores investimentos no setor terciário, ou seja, no comércio e mais recentemente, na área do turismo e ecoturismo, estes considerados, atualmente, a base de sua economia. (dados obtidos e, em parte, transcritos, do livro "Iguape... Nossa História", de Roberto Fortes) |
Rodovias de Acesso |
|
Principais Rodovias: Rodovia Federal Régis Bittencourt BR 116 Rodovia Estadual Prefeito Casimiro Teixeira SP 222 (via Rodovia Régis Bittencourt São Paulo/Iguape) Rodovia Estadual Prefeito Ivo Zanella SP 222 (via Pariquera-Açú/Iguape) |
|
EVENTOS QUE SE REALIZAM NA CIDADE DE IGUAPE |
|
JANEIRO |
|
| - dia 06 - Festa de São
Benedito - Marujada - Festival de Verão |
|
ABRIL |
| - Semana Santa - Via Sacra ao Vivo (Paixão de Cristo) |
JUNHO |
| - Arraial de Iguape |
JULHO |
| - Festival da Livre Expressão
Musical (Festival de Inverno) - Festa da Tainha Bairro Icapara - Festa Típica Regional da Juréia Bairro Barra do Ribeira |
AGOSTO |
| - Festa de Nossa Senhora das Neves
(Padroeira) - Festa do Sr. Bom Jesus de Iguape |
SETEMBRO |
| - Noite da Seresta |
OUTUBRO |
| - Festa do Robalo Bairro Barra do Ribeira |
DEZEMBRO |
| - dia 03 - Aniversário da Cidade - Festival Iguapense de Teatro Amador - dia 24 - Auto de Natal -dia 31 - Corrida de São Silvestre |
PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS DE IGUAPE |
|||
ATRATIVOS NATURAIS |
|||
Trilha Ecológica da Vila Alegria Trilha Ecológica do Morro do Espia Trilha do Imperador Trilha do Outeiro do Bacharel Toca do Bugio Praia da Juréia - Barra do Ribeira Praia do Leste Fonte do Senhor / Parque Florestal Municipal do Morro do Espia Estuário Lagunar do Mar Pequeno Mirante do Cristo Redentor |
|||
ATRATIVOS HISTÓRICO-CULTURAIS |
Museu Histórico e Arqueológico (século XVII) Caverna do Ódio (Sítio Arqueológico) Museu de Arte Sacra (Igreja de Nossa Senhora do Rosário) Centro Histórico Basílica do Senhor Bom Jesus (séculos XVIII e XIX) Igreja de São Benedito Vila do Prelado Bairro de Icapara Bairro Barra do Ribeira |
Origem da Palavra "Iguape" |
|
| Não há consenso quanto ao exato
significado da palavra Iguape. Os lingüistas optam por
várias definições etimológicas. No entanto, segue-se a definição de alguns autores, entre eles, o historiador Roberto Fortes, onde a palavra Iguape em tupi-guarani tem a seguinte grafia e significado: uwa (=seio dágua, enseada, baía, bacia fluvial, lagamar) + pe (=em); ou seja, no lagamar, na enseada, na bacia fluvial. O nome é bem apropriado, uma vez que o povoado foi estabelecido defronte à barra de Icapara. |
| Outras informações sobre Iguape | |
| O município de Iguape está
localizado no litoral sul paulista, na maior faixa
contínua de mata atlântica do país. Rico em belezas naturais, abriga em seu território cerca de 60% de área natural protegida, que inclui a Estação Ecológica de Chauás e 2/3 da Estação Ecológica Juréia-Itatins, além de seu território estar em Área de Proteção Ambiental APA Cananéia-Iguape-Peruíbe, distribuído em 1.181.070 km2 (118.107 ha) de mata atlântica e 12.350 km2 (1.235 ha) de mangue e restinga. Com rios, morros, manguezais, praias e cachoeiras, é um modelo intacto de ecossistemas associados. Tudo isso, combinado a uma infra-estrutura turística simples, mas hospitaleira. Iguape concentra o maior e um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos coloniais do Estado de São Paulo. São ruas estreitas, monumentos históricos, igrejas e casarões construídos nos séculos XVIII e XIX em pedra, cal, conchas marinhas, óleo de baleia e melado. Em sua extensão territorial de 1.964 km², faz divisa com nove outros municípios. São eles: Ilha Comprida, Cananéia, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Itariri e Peruíbe. São 72 bairros, distribuídos entre a zona urbana e rural. Com clima subtropical, Iguape tem uma amplitude térmica de 22 a 28º C. Latitude: 24º 42º sul Longitude: 47o 33o oeste Altitude: 3 metros |
SENHOR BOM JESUS DE IGUAPE |
||||
Em 1647, Iguape iria se transformar num centro de intensa peregrinação religiosa, com o aparecimento da imagem do Senhor Bom Jesus, na Praia de Una, localizada na atual Estação Ecológica de Juréia-Itatins. A partir de então, milhares de romeiros, vindos de diversas partes do Brasil, em especial da Baixada Santista, cidades do interior do Estado de São Paulo e dos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, vêm à Iguape render graças ao Bom Jesus de Cana Verde. Essa festa popular religiosa em homenagem ao padroeiro, conhecida por Festa de Agosto, acontece todos os anos de 28 de julho a 06 de agosto, com missas, novenas, palestras, procissões, shows e a feira, onde são concentradas cerca de 500 barracas que vendem os mais diversificados artigos que vão de vestuário à artesanato. Considerada a segunda maior festa religiosa do estado de São Paulo, depois da Festa de Nossa Senhora Aparecida, a Festa de Agosto vem ganhando grandes proporções nas últimas décadas. |
| IGUAPE | |
| Distância
de Registro (sede regional administrativa e de governo): 73
km Área: 1964 km2 População Total: 42 mil (aproximadamente) População Urbana: 29.400 (aprox.) População Rural: 12.400 (aprox.) Principais Atividades Econômicas: Turismo. Pesca, Agricultura, Comércio |
|
| FONTE: Lilian Rochael - Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Iguape. |