RISCOS
NAS PRAIAS
FATORES QUE INFLUENCIAM AS PRAIAS
BURACOS
São depressões de até vários metros de diâmetro
escavados na areia pela ação das ondas. Crianças
pequenas podem estar pisando em água pelos calcanhares e
facilmente passar a ter água sobre sua cabeça.
BANCOS DE AREIA E VALAS
Vala (trough) é um canal escavado pela força das
ondas paralelamente à praia, sendo sua ocorrência mais
comum em praias rasas. A extensão da vala pode ser
grande, normalmente correndo nela uma corrente lateral,
que vai cair numa corrente de retorno.
É sempre limitado interna e externamente por bancos de
areia. o que é um risco para o banhista, que pode passar
de água rasa para profunda rapidamente, mas que ajuda,
pois estará sempre a poucos passos ou braçadas de uma
profundidade rasa.
Nas valas a direção da corrente lateral segue a
direção das ondas, quando entrarem diagonalmente, ou a
direção das águas. Seu reconhecimento é semelhante
aos canais de correntes de retorno, podendo, ainda, ser
fixos, móveis ou permanentes.
Bancos de Areia e valas são encontrados onde uma
corrente lateral persistente cortou um canal no fundo
próximo à praia. Os formatos destas valas variam, mas
têm às vezes 2 ou 3 metros de profundidade e se
estendem por muitos metros paralelamente à praia antes
de se direcionarem para o mar.
As valas alcançam desde poucos metros até 50 metros de
largura. Águas correndo em uma vala procurando uma
saída mar adentro podem se mover mais rápido que um
banhista pode nadar.
Bancos de areia podem ser atrações decepcionantes para
nadadores fracos. Ver que outros nadadores estão de pé
em águas rasas mar adentro pode encorajar um nadador
fraco a ir até lá, não percebendo que profundidades
maiores estão entre ele e seu objetivo, e podem
rapidamente se ver em condições acima de suas
capacidades natatórias. Outra situação perigosa ocorre
quando um banhista alcança um banco de areia na maré
baixa e, mais tarde, tenta voltar, caindo numa vala agora
profunda, que pode, inclusive, conter uma corrente
lateral.
REPUXO
O repuxo é mais perceptível em praias de tombo,
próximo à maré alta. Ocorre quando a água empurrada
para a praia pelas ondas é empurrada de volta pela
ação da gravidade, ganhando movimento pela inclinação
do relevo. O retorno da água pode derrubar pessoas ou
escavar a areia sob seus pés, e puxá-la então para
águas mais profundas. Quando a arrebentação é grande,
uma segunda série pode encontrar a água do repuxo,
criando extensa turbulência, que pode ser
particularmente perigosa para crianças e idosos.
Correntes de retorno são pouco frequentes em praias de
tombo e, quando existem, tendem a puxar por uma
distância muito curta mar adentro; mas a combinação de
repuxo com corrente de retorno em praias de tombo pode
ser muito perigoso pela soma de forças.
CORRENTES DE RETORNO
As Correntes de Retorno, de acordo com
levantamento estatístico do Corpo de Bombeiros do Estado
de São Paulo, confirmado por estatísticas da USLA
(United States Lifesaving Association) são a causa
primária dos acidentes na praia, chegando a ser
responsável por 80% dos salvamentos de afogamentos. A
USLA as chama de "a máquina de afogar", por
causa de sua habilidade quase mecânica de cansar
nadadores ao ponto de fadiga e, como última
consequência, ao ponto da morte. O perigo é ainda maior
por serem as correntes de retorno invisíveis e até
atrativas para os banhistas desavisados.
- COMO SE FORMAM - as correntes de retorno variam
em tamanho, largura, profundidade, forma,
velocidade e potência. Elas são formadas,
geralmente, da seguinte maneira: quando as ondas
quebram, elas empurram a água acima do nível
médio do mar. Uma vez que a energia da água é
despendida (gasta), a água que ultrapassou
aquele nível médio é empurrada de volta pela
força da gravidade. Quando ela é empurrada de
volta, contudo, mais ondas podem continuar a
empurrar mais água acima daquele nível médio,
criando o efeito de uma barreira transitória
(temporária). A água de retorno continua a ser
empurrada pela gravidade, e procura o caminho de
menor resistência. Este pode ser um canal
submerso na areia ou a areia ao lado de uma
costeira ou pier, por exemplo. Como a água de
retorno se concentra nesse canal, ela se torna
uma corrente movendo-se para dentro do mar.
Dependendo do número de fatores, esta corrente
pode ser muito forte. Algumas correntes de
retorno dissipam muito próximo à praia,
enquanto que outras podem continuar por centenas
de metros. É importante notar que as ondas não
quebrarão sobre um canal submerso. Além disto,
a força de uma corrente de retorno movendo-se
para dentro do mar num canal tende a diminuir a
potência das ondas que entram. A ausência de
quebração resultante atrai banhistas incautos,
que podem perceber águas relativamente calmas
sobre um canal de uma corrente de retorno e
pensar que estão escolhendo a área mais calma
para o banho de mar, o que pode ser um erro
mortal.
Mesmo excelentes nadadores podem ser inúteis
para auxílio numa corrente de retorno. A
velocidade da água e o pânico causado por estar
sendo puxado para o mar podem ser opressivos,
desesperadores.
Ao perceber que está sendo "arrastado"
por uma Corrente de Retorno, o nadador deverá
controlar o pânico, nadando em direção a uma
das laterais da corrente - como se estivesse
sendo levado por águas de um rio, nadar em
direção à uma das margens - em sentido
diagonal e a favor da correnteza. Sentindo que
ultrapassou os limites da corrente, deve, aí
sim, nadar em direção à praia.

CORRENTES LATERAIS
Uma corrente lateral, também chamada
corrente paralela, corre asperamente paralela à praia.
Essas correntes são frequentemente causadas por ondas
que entram num ângulo diagonal com a praia, assim
empurrando a água ao longo da praia depois de quebrarem
as ondas. Elas podem arrastar banhistas por toda sua
extensão a velocidades bem rápidas e alimentar uma
corrente de retorno.
As Correntes Laterais são menos perigosas que as
Correntes de Retorno por causa de que a tendência
natural do banhista numa corrente é nadar em direção
à praia. Uma pessoa numa Corrente Lateral nadando em
direção à praia, estará nadando perpendicularmente à
direção da corrente e deve conseguir alcançar a praia
com certa facilidade.
ONDAS
As ondas causam problemas aos visitantes das praias
por causa de sua tremenda força e energia, tanto para a
frente, em direção à praia, quanto para baixo, quando
quebram.
Muitas pessoas subestimam a força contida numa onda
quebrando, e podem ser feridas pelo movimento para frente
de uma onda. O movimento para frente das ondas pode
derrubar banhistas, machucá-los ou colocá-los à mercê
da água que rapidamente reflui depois de quebrar na
praia (repuxo).
O movimento para baixo das ondas pode violentamente
empurrar um banhista ou surfista para baixo, causando
sérios traumas à cabeça, pescoço, costas e outras
partes do corpo.
Ondas mergulhantes (caixote) em praias de tombo são
particularmente responsáveis por causar ferimentos no
pescoço e nas costas por causa da energia dispendida
tão rapidamente na água rasa.
Durante os remansos (períodos calmos entre séries de
ondas), contudo, frequentadores das praias geralmente se
aventuram mais do que deviam, para sofrer as
consequências quando as séries maiores retornarem. Esta
situação pode ser ilustrada pelo fato de que é durante
tais remansos, imediatamente seguintes a séries mais
altas, que as correntes de retorno e as laterais são
mais fortes.
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