PRIMEIROS SOCORROS

 

 

Primeiros Socorros é o tratamento imediato e provisório ministrado a uma vítima de trauma ou doença.

Geralmente se presta no próprio local e dura até colocar o paciente sob cuidados médicos.

É da maior importância que o socorrista conheça e saiba colocar em prática o suporte básico da vida. Saber fazer o certo na hora certa pode significar a diferença entre a vida e a morte para um acidentado. Além disso, os conhecimentos na área podem minimizar os resultados decorrentes de uma lesão, reduzir o sofrimento da vítima e colocá-la nas melhores condições para receber o tratamento definitivo.

O domínio das técnicas do suporte básico da vida permitirá que o socorrista identifique o que há de errado com a vítima; levante ou movimente-a, quando isso for necessário, sem causar lesões secundárias; e, finalmente, transporte-a e transmita informações sobre seu estado ao médico que se responsabilizará pela sequência de seu tratamento.

 

AVALIAÇÃO INICIAL

Antes de qualquer outra atividade no atendimento às vítimas, deve-se obedecer a uma sequência padronizada de procedimentos que permitirá determinar qual o principal problema associado com a lesão ou doença e quais serão as medidas a serem tomadas para corrigi-lo.

Essa sequência padronizada de procedimentos é conhecida como exame do paciente. Durante o exame, a vítima deve ser atenta e sumariamente examinada para que, com base nas lesões sofridas e nos seus sinais vitais, as prioridades do atendimento sejam estabelecidas. O exame do paciente leva em conta aspectos subjetivos, tais como:

  • O local da ocorrência. É seguro? Será necessário movimentar a vítima? Há mais de uma vítima? Pode-se dar conta de todas as vítimas?
  • A vítima. Está consciente? Tenta falar alguma coisa ou aponta para qualquer parte do corpo dela?
  • As testemunhas. Elas estão tentando dar alguma informação? O socorrista deve ouvir o que dizem a respeito dos momentos que antecederam o acidente.
  • Mecanismos da lesão. Há algum objeto caído próximo da vítima, como escada, moto, bicicleta, andaime, etc.? A vítima pode ter sido ferida pelo volante do veiculo?
  • Deformidades e lesões. A vítima está caída em posição estranha? Ela está queimada? Há sinais de esmagamento de algum membro?
  • Sinais. Há sangue nas vestes ou ao redor da vítima? Ela vomitou? Ela está tendo convulsões?

(fonte: Manual de Fundamentos de Bombeiros / Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo)

 

AFOGAMENTO

Todo ser vivo é constituído de células ou por grupamentos de células, que se diferenciam, entre sí, para formar diversos tecidos e esses tecidos sofrem adaptações para formar os órgãos.

Para a manutenção da célula e também para garantir uma vida saudável, é necessário que o indivíduo apresente uma boa função cardiorrespiratória, a fim de que a célula seja abastecida com oxigênio, e também para que dela seja retirado o gás carbônico.

Sistema Respiratório

É através da respiração que o organismo obtém o O2 e elimina o CO2, sendo que tal troca gasosa é realizada pelos órgãos e estruturas do aparelho respiratório, que é constituído por:

  • fossas nasais
  • faringe
  • laringe
  • traquéia
  • pulmões (brônquios, bronquíolos e alvéolos)

Na respiração o ar entra pelas vias aéreas e vai até os alvéolos pulmonares, que são completamente envolvidos por finos vasos sanguíneos, denominados capilares. É entre os capilares e os alvéolos que ocorre a troca gasosa, onde o O2 passa para o sangue (hematose), e o CO2 sai do sangue e vai para os alvéolos. Uma vez no sangue, o O2 junta-se a uma proteína chamada HEMOGLOBINA e é transportado, pela circulação, até o coração, e depois para todas as células do corpo.
Uma vez dentro da célula, o O2 é captado pelas mitocôndrias, que irão utilizá-lo na produção de energia. Como resultado dessa produção temos o CO2 que é expelido da célula, cai na corrente sanguínea, é captado pela hemoglobina, vai até o coração e, de lá, chega novamente aos pulmões, e é jogado para fora do corpo através da expiração, e então novamente inicia-se o ciclo.

Os movimentos de inspiração e expiração ocorrem graças aos movimentos dos músculos entre as costelas (intercostais) e ao diafragma, que separa o tórax do abdome.

Afogamento

Entende-se por afogamento a asfixia em meio líquido.

A asfixia pode dar-se pela aspiração de água, causando um encharcamento dos alvéolos pulmonares, ou pelo espasmo da glote, que pode vir a fechar-se violentamente obstruindo a passagem do ar pelas vias aéreas.

No caso de asfixia com aspiração de água, ocorre a paralisação da troca gasosa, devido o líquido postar-se nos alvéolos, não deixando assim que o O2 passe para a corrente sanguínea, e impedindo, também, que o CO2 saia do organismo. A partir daí as células que produziam energia com a presença de O2 (aerobicamente), passarão a produzir energia sem a presença dele (anaerobicamente) causando várias complicações no corpo, como por exemplo, a produção de ácido lático, que vai se acumulando no organismo proporcionalmente ao tempo e ao grau de hipóxia (diminuição da taxa de O2).

Associado à hipóxia, o acúmulo de ácido lático e CO2 causam vários distúrbios no organismo, principalmente no cérebro e coração, que não resistem sem a presença do O2. Soma-se também à esses fatores a descarga adrenérgica, ou seja, a liberação de adrenalina na corrente sanguínea, devido à baixa de O2, o estresse causado pelo acidente e também pelo esforço físico e pela luta pela vida, causando um sensível aumento da frequência cardíaca, podendo gerar arritmias cardíacas (batimentos cardíacos anormais), que podem levar à parada do coração. A adrenalina provoca ainda uma constrição dos vasos sanguíneos da pele que torna-se fria podendo ficar azulada. Tal coloração é chamada de cianose.

A água aspirada e deglutida provoca uma pequena alteração no sangue, tais como: aumento ou diminuição na taxa de sódio e de potássio, além do aumento ou diminuição do volume de sangue (hiper ou hipovolemia) - dependendo do tipo de água (doce ou salgada) em que ocorreu o acidente - e destruição das hemáceas. Com o início da produção de energia pelo processo anaeróbico, o cérebro e o coração não resistem muito tempo, pois bastam poucos minutos sem oxigênio (anóxia), para que ocorra a morte desses órgãos.

Levando-se em consideração que a água do mar possui uma concentração de 0,3% de NaCl (cloreto de sódio), e que o plasma sanguíneo possui uma concentração de apenas 0,9% de NaCl, caso seja aspirada água do mar, ela por ser mais densa que o sangue, promove uma "infiltração", por osmose, do plasma no pulmão, tornando ainda mais difícil a troca gasosa.

Caso o afogamento ocorra em água doce, que possui concentração de 0% de NaCl, ocorre exatamente o contrário, devido o plasma ser mais denso que a água doce, fazendo com que a água passe para a corrente sanguínea causando uma hemodiluição e hipervolemia. Além desses fatores, a vítima de afogamento, tanto em água doce com salgada, geralmente desenvolverá um quadro de inflamação pulmonar, podendo evoluir para um quadro de pneumonia (infecção pulmonar), devido a água aspirada e também pelas impurezas e microorganismos nela encontrados.

Em caso de anóxia, as células do coração podem resistir de cinco minutos até uma hora, mas os neurônios, que são as células cerebrais, não resistem mais de três a cinco minutos.

Fases do afogamento

O processo de afogamento envolve três estágios distintos, que podem ser interrompidos através da intervenção em sua ocorrência, são eles:

  1. angústia
  2. pânico
  3. submersão

Este processo é normalmente progressivo, mas nem sempre. Qualquer um dos dois estágios iniciais podem ser suprimidos completamente, dependendo de uma série de fatores.

  • Angústia

A palavra ANGÚSTIA talvez não seja a que melhor defina esta fase, mas é a que melhor se adapta à palavra original desta teoria: "distress".
Distress é stress ao dobro, e stress significa submeter alguém a grande esforço ou dificuldades ou causar receios ou estar perturbado. Para nós, a palavra que melhor se adapta, em nossa língua é, então, angústia. Há algumas vezes um longo período de aumento da angústia antes do começo real da emergência de afogamento. Estas situações podem envolver nadadores fracos ou cansados em água mais profunda que suas alturas, banhistas arrastados por uma corrente ou nadadores que apresentam cãibras ou trauma. Durante a ocorrência da angústia, nadadores são capazes de se manterem na água com técnicas de natação ou equipamentos flutuantes, mas têm dificuldades em alcançar o grau de segurança necessário. Eles podem ser capazes de gritar, acenar por socorro, ou mover-se em direção à ajuda de outros.

Alguns nadadores angustiados nem sequer sabem que estão em perigo e podem nadar contra uma corrente sem, num primeiro momento, perceber que não estão obtendo sucesso. A ocorrência da angústia pode durar alguns segundos ou pode prolongar-se por minutos ou até mesmo horas. À medida que a força do nadador esgota-se, a ocorrência da angústia progredirá ao pânico se a vítima não for resgatada ou não conseguir ficar em segurança. Guarda-Vidas alertas, numa praia devidamente guarnecida são normalmente capazes de intervir durante a fase da angústia do processo de afogamento. De fato, não é incomum algumas pessoas protestarem que elas não necessitam de ajuda porque elas ainda estavam para se sentir angustiadas, embora possa parecer claro para o Guarda-Vidas que elas estivessem em perigo óbvio.

Angústia dentro d'água é sério, mas esta fase do afogamento nem sempre ocorre. Se ocorrer, a rápida intervenção neste estágio pode assegurar que a vítima não sofra nenhum efeito do afogamento e possa assim continuar se divertindo o resto do dia. A USLA (United States Lifesaving Association) estima que 80% dos salvamentos em praias de arrebentação ocorram devido a correntes de retorno. Em tais casos, uma fase inicial de angústia é típica.

  • Pânico

O estágio do pânico do processo de afogamento pode se desenvolver do estágio da angústia, à medida em que a vítima perca suas forças, ou pode começar imediatamente em seguida à imersão da vítima na água. No estágio do pânico, a vítima é incapaz de manter adequadamente sua flutuabilidade devido à fadiga, completa falta falta de habilidade natatória, ou algum problema físico. Por exemplo, um nadador fraco que cai de um equipamento flutuante (câmara de ar, bóias, pranchas) em águas profundas pode imediatamente entrar no estágio do pânico. Há pouca evidência de qualquer braçada de sustentação efetiva. A cabeça e o rosto estão voltados para a água, com o queixo geralmente estendido. A vítima concentra toda sua energia em respirar, de forma que não há grito de socorro. O pânico irrompeu, tomou conta do banhista.

A vítima em pânico pode usar uma braçada ineficiente, parecida com o nado cachorro. Guarda-Vidas se referem à aparência das vítimas neste estágio para fora como "escalando para fora do buraco" ou "subindo a escada". O estágio do pânico raramente dura muito por causa de que as ações da vítima são amplamente ineficientes. Alguns estudos sugerem que dura tipicamente entre 10 e 60 segundos, para deste estágio poder progredir quase imediatamente à submersão, a menos que a vítima seja resgatada. Portanto, o Guarda-Vidas deve reagir muito rapidamente.

  • Submersão

Ao contrário da crença popular, a maioria dos afogamentos não resulta em uma pessoa boiando emborcada (flutuando em decúbito ventral). Apesar do aumento da flutuabilidade proporcionado pela água salgada, pessoas sem um equipamento flutuante que perdem sua habilidade para manter a flutuabilidade, rapidamente submergem e afundam até o fundo. Em água doce, que porporciona muito menos flutuabilidade que a água salgada, a submersão pode ocorrer extremamente rápido. A submersão pode não ser fatal se a vítima é resgatada a tempo, mas isto pode ser uma tarefa extremamente difícil. Diferentemente da água cristalina das piscinas, o mar aberto é frequentemente escuro e a visibilidade na água pode ser muito baixa ou até zero. As correntes e a ação da arrebentação podem deslocar o corpo para uma distância significativa do ponto da submersão inicial. Uma vez ocorrida a submersão, a chance do resgate ser bem sucedido declina rapidamente. Isto faz com que a intervenção na fase da angústia ou do pânico seja crucial.

Baseada na experiência de Guarda-Vidas profissionais em praias, a USLA acredita que há um intervalo de até dois minutos de maior possibilidade de um resgate de sucesso e ressuscitação de vítimas submersas. Após isto, as chances de resgate com êxito declina muito rapidamente. Em águas frias, salvamentos bem sucedidos têm sido documentados após uma hora de submersão ou mais, mas estes são casos extremamente raros.

Traduzido de: "The United States Lifesaving Association Manual of Open Water Lifesaving" - B.Chris Brewster (Editor) - 1995 - Pontice - Hall, Inc., pags 75 a 76.

Traduzido por: 1º Tenente PM SANDRO MAGOSSO, do 17º Grupamento de Bombeiros.

     

 

TIPOS DE MORTE

  • Morte Clínica ou Aparente
  • Morte Cerebral ou Biológica

Quando as funções vitais cessam, após alguns minutos, as células começam a morrer. Primeiramente serão as células nervosas (cérebro) por serem as mais frágeis do corpo humano. Elas não conseguem sobreviver por mais de cinco minutos sem oxigênio, sofrendo lesões irreversíveis. Assim podemos concluir que a morte pode ser desmembrada em duas etapas distintas:

  1. Morte Clínica ou Aparente - quando o coração para de pulsar; neste momento cessam os movimentos cárdio-respiratórios (coração/pulmão), estando o cérebro, ainda, totalmente íntegro.
  2. Morte Cerebral ou Biológica - Quando, após algum tempo de parada cárdio-respiratória, as células nervosas começam a morrer, culminando com a total destruição do cérebro.
     

 

ESTADO DE CHOQUE

É a falência do sistema circulatório, provocando a interrupção ou alteração no abastecimento de sangue ao cérebro com acentuada depressão das funções do organismo.

Como se sabe, o sangue leva até as células os nutrientes e oxigênio para a manutenção da vida, através de pequenos vasos sanguíneos. Quando, por qualquer motivo, isto deixa de acontecer, as células começam a entrar em sofrimento e, se esta condição não for revertida à normalidade com urgência, as células acabam morrendo. O sistema nervoso central é o que menos resiste à falta de oxigenação.

Predispõem ao choque o estado emocional instável, fraqueza geral, nutrição insuficiente, idade avançada, temor, aflição e preocupação.
Hemorragias, fraturas, esmagamentos e grandes queimaduras são frequentemente seguidas de choque.

Identificação

  • Pulso rápido e fraco.
  • Aumento da frequência respiratória.
  • Pele fria, úmida e pálida.
  • Perfusão capilar lenta ou nula.
  • Tremores de frio.
  • Tonturas e desmaios.
  • Agitação ou depressão do nível de consciência.
  • Pupilas dilatadas.

Tratamento

  • Colocar a vítima deitada, atentando, sempre, para a possibilidade de existência de outras lesões associadas;
  • Elevar as pernas da vítima para que chegue maior quantidade de sangue à cabeça e aos centros nervosos principais;
  • Aquecer o paciente, agasalhando-o com cobertores;
  • Afrouxar peças de roupa para facilitar a circulação;
  • Fornecer ar puro, ou oxigênio, se possível.

A vítima deve movimentar-se o mínimo possível.

(fonte: Manual de Fundamentos de Bombeiros / Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo)


     

INSOLAÇÃO E INTERMAÇÃO

São acidentes provocados no organismo pela exposição prolongada ao calor. Diferencia-se a insolação da intermação, pois a primeira corresponde ao excesso de raios solares agindo diretamente no indivíduo, enquanto a segunda traduz a ação do calor em ambientes pouco arajedos, durante um trabalho muscular intenso.

Os fatores abaixo concorrem para o surgimento desses tipos de acidentes:

  • Umidades: quanto maior a umidade relativa do ar, mais difícil será a evaporação cutânea e, consequentemente, o corpo acumulará maior quantidade de calor.
  • Ventilação: sem circulação constante do ar, o resfriamento torna-se difícil, ocasionando esses acidentes em indivíduos que trabalham em fundições, padarias ou próximos a caldeiras.
  • Condições Físicas: o excesso de trabalho aumenta a produção de calor pelo organismo, enquanto a fadiga muscular acumula substâncias tóxicas nos tecidos. A associação de ambos predispõem ao acidente.

Identificação

  • Dor de cabeça
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Pele seca e quente
  • Tonturas
  • Inconsciência e coma profundo
  • Elevação da temperatura corporal
  • Insuficiência respiratória

Tratamento

  • Levar a vítima para local arejado e fresco
  • Deitar a vítima com o tronco ligeiramente elevado
  • Desapertar as roupas da vítima
  • Aplicar compressas de água fria sobre a testa da vítima
  • Banhar a vítima em água fresca, acompanhando sua temperatura a cada 15 minutos, evitando resfriamento brusco do corpo.

(fonte: Manual de Fundamentos de Bombeiros / Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo)

     

QUEIMADURAS

Queimadura é uma lesão produzida no tecido de revestimento do organismo por agentes térmicos, produtos químicos, irradiação ionizante, etc.
O tegumento (pele) tem por finalidade a proteção do corpo contra invasão de microorganismos, a regulação da temperatura do organismos através da perda de água para o exterior e a conservação do líquido interno. Desta forma, uma lesão produzida no tecido tegumentar irá alterar em maior ou menor grau estes mecanismos, dependendo de sua extensão (área queimada) e da sua profundidade (grau de queimadura).
Pode-se dividir a queimadura em graus, de acordo com a profundidade.

Graus de Queimaduras

  • Primeiro Grau: atinge somente a epiderme. Caracteriza-se por dor local e vermelhidão da área atingida.
  • Segundo Grau: atinge a epiderme e a derme. Caracteriza-se por dor local, vermelhidão e formação de bolhas d'água.
  • Terceiro Grau: Atinge o tecido de revestimento, alcançando o tecido muscular, podendo chegar até o ósseo. Caracteriza-se pela pele escurecida ou esbranquiçada e as vítimas podem se queixar de muita dor. Também podem não referenciar dor alguma na área queimada, por ter havido a destruição dos terminais sensitivos. De todo modo, ao redor de queimaduras de 3º grau, haverá queimaduras de 2º e 1º graus, que frequentemente serão motivo de fortes dores.

Extensão da Queimadura

Para calcular em um adulto a porcentagem aproximada de superfície de pele queimada, tomamos em conta os seguintes dados, considerando as partes em relação ao todo:

  • cabeça....................................................................9%
  • pescoço..................................................................1%
  • membros superiores (cada um).................................9%
  • tórax e abdome......................................................18%
  • costas....................................................................18%
  • membros inferiores (cada um, incluindo nádegas)......18%

Para as crianças, a porcentagem é a seguinte:

  • cabeça....................................................................18%
  • membros superiores (cada um)................................. 9%
  • tórax e abdome........................................................18%
  • costas e nádegas......................................................18%
  • membros inferiores (cada um, incluindo nádegas).......14%

É considerada como sendo grave qualquer queimadura (mesmo que seja de primeiro grau) que atinja 15% do corpo ou mais.

Identificação: a queimadura pode ser identificada visualmente pelo aspécto do tecido.

Tratamento / Queimaduras Térmicas

  • Retirar parte da roupa que esteja em volta da área queimada.
  • Retirar anéis e pulseiras da vítima, para não estrangularem as extremidades dos membros, quando incharem.
  • As queimaduras de 1º grau podem ser banhadas com água fria para amenizar a dor.
  • Não perfurar as bolhas em queimaduras de 2º grau.
  • Não aplicar medicamentos nas queimaduras.
  • Cobrir a área queimada com um plástico limpo.
  • Se a vítima estiver consciente, dar-lhe água.
  • Evitar (ou tratar) o estado de choque.
  • Transportar a vítima com urgência para um hospital especializado.

Tratamento / Queimaduras Químicas

  • Retirar a roupa da vítima impregnada com agente químico.
  • Lavar o local afetado com água corrente sem esfregá-lo - 5 minutos para ácidos, 15 minutos para alcális e 20 minutos cáusticos desconhecidos.
  • Se o agente agressor for cal virgem seco, não usar água; removê-lo com escova macia.
  • Nos demais casos, proceder como nas queimaduras térmicas.

(fonte: Manual de Fundamentos de Bombeiros / Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo)

     

REANIMAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR - RCP...EM CONSTRUÇÃO