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A História de Sumaré

FUNDADORES: (1868) Francisco Antonio do Valle, Joaquim Duarte, Basílio Guidotti, João Bravo e Guilherme Muller, juntamente com o fazendeiro Domingues Franklin Nogueira, os dois primeiros portugueses e o terceiro e quarto de origem italiana, o quinto norte americano, são considerados os PATRONOS DA FUNDAÇAO DE SUMARÉ, pois a eles se deveu o surgimento do pequeno núcleo, conhecido pelo nome de Quilombo, mais tarde (1875), Rebouças e finalmente (1945) a bela e invejável Sumaré.
Quando começa a expansão do povoado em direção ao oeste da província de São Paulo, em meados do século XVIII, surge a Vila de São Carlos das Campinas. Ao redor da cidade vão surgindo as sesmarias, depois as fazendas, depois os vilarejos. O fator maior dessa expansão foi o café que, em 1850, já era largamente produzido em Campinas  nas fazendas vizinhas. Antes do café, e impulsionados por ele, estradas e caminhos novos eram rasgados, passando por Campinas rumo à Limeira, Rio Claro, Santa Bárbara e Piracicaba. Capítulo dessa expansão foi a construção da ferrovia Campinas – Rio Claro e da Estação de Rebouças, em 1875, ao redor da qual nasceu o povoado. No começo, se chamava Estação de Rebouças, depois, Bairro de Rebouças, em seguida apenas “Rebouças” e, finalmente, Sumaré. O município emancipou-se de Campinas em 1953 (data de fundação 1868) e a partir dessa década sua população cresceu rapidamente, chegando a aumentar quase 400% nos anos setenta. O vertiginoso crescimento populacional se deu a rápida industrialização e a conseqüente vinda de migrantes de todo o país.

  PLEBISCITO PARA MUDANÇA DO NOME

Por volta de 1940, houve uma disposição governamental no sentido de não haver no país, duas cidades com o mesmo nome.
Havia uma certa Rebouças, mais antiga no Paraná, e foram feitas gestões para ser mudado o nome do nosso distrito. A população por seu lado, não fazia nenhuma questão de que o nome de Rebouças fosse mantido e até gostou da oportunidade de muda-lo.
A dependência de Campinas era incômoda e pouco vantajosa. O distrito de Rebouças era sempre relegado a um segundo plano. Já germinavam idéias de independência e de emancipação política.
A mudança de nome era uma “renovação”.
Para a escolha do novo nome foi realizado em plebiscito, cuja votação foi feita na sede do então Clube Recreativo Esportivo Aliança.
Havia uma lista de nomes, entre os quais: Tipuana (árvore que ornava algumas ruas e jardins da cidade); Ouro Branco (lembrando a época áurea do algodão); e Sumaré, nome de uma linda orquídea.
O nome escolhido foi o de Sumaré, que originou o título de Cidade Orquídea.
Foi oficializado por força do Decreto Lei nº 14.334, de 30 de novembro de 1944 e alterado a partir de 1º de janeiro de 1945.

 Sumaré é o nome de uma bela orquídea, outrora comum nestas terras.

Sua história se divide nitidamente em duas partes: até 1950 sua população era basicamente formada por imigrantes italianos e portugueses; depois de 1950, pela presença de migrantes de todos os estados do Brasil. Os imigrantes vieram quando a onda verde do café chegou a Campinas na  segunda metade do século XIX. O café avançava para o oeste paulista deixando para trás as terras cansadas e as antigas fazendas retalhadas em pequenos sítios, agora ocupadas pelos imigrantes. Eles compravam terras, praticavam a agricultura nas imediações de Sumaré ou abriam comércio na zona urbana. O vilarejo crescia ao redor da Estação de Rebouças, impulsionado pelo comércio, pela incipiente indústria de sabão, de tijolos, de bebidas e pela atividade extrativa da madeira. Em 1907 o povoado tinha perto de 300 habitantes, em 1912, pouco mais de 400, em 1940 o distrito tinha perto de 5.000 e em 1950 chegava a 6000. Coincidindo com a industrialização do Sudoeste, as indústrias alcançaram Sumaré nos anos 50 e a partir de então o município teve a população dobrada e triplicada a cada década, chegando a 226.000 habitantes em 1991, a grande maioria composta de migrantes. Em 1943 veio a 3M, em seguida a Goodrich e a Tratores do Brasil. Nos anos seguintes: Texcolor, Eletrometal, Minasa, Ultrafértil, IBM, Sambra, Tema Terra, Buckman, Westfália, Cobrasma, Braseixos, Johnson, Dow Corning, Polimec, Nativa, Jansen, Bendix e Bemaf. Em 1991 o distrito de Hortolândia emancipou-se de Sumaré, levando consigo a maior parte dessas empresas. Apesar disso, Sumaré é considerada um município industrial. Na agricultura o seu forte é a produção de tomate que exporta para países do Mercosul.